Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
RESENHA - Vengeance Falls (Lado bom)
O texto representa a opinião do autor, não do Trivium-Brasil ou de seus editores.
Vengeance Falls, sexto álbum do quarteto norte-americano Trivium, tem um ponto em comum e outro nem tanto com o último disco do grupo, In Waves (2011). O ponto em comum é que, mais uma vez, o grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Matt Heafy gravou um trabalho de qualidade superior, que beira e namora a nota máxima. Já o aspecto que difere o novo álbum do anterior é, justamente, uma de suas maiores qualidades: a melodia. Enquanto no disco de 2011 havia um foco maior na agressividade, em Vengeance Falls a melodia retorna em pé de igualdade, com linhas vocais cativantes, solos que grudam no ouvido e refrões feitos sob medida.Produzido por David Draiman (vocalista do Disturbed e do Device), Vengeance Falls abre com um trio poderoso de faixas. “Brave This Storm” tem força para se transformar, provavelmente, em uma das prediletas dos fãs. Já a música que dá nome ao álbum derrama baldes de melodia sobre o ouvinte e faz a ponte entre aquele tipo de som que o In Flames fazia no início de sua carreira e a sonoridade característica do Trivium. Excelente composição!
Enquanto isso, “Strife” abre com guitarras que emocionam qualquer fã de metal das antigas, principalmente aqueles como eu, criados a doses fartas de NWOBHM e Iron Maiden. E, depois dessa intro, evolui em um andamento com influências de hard rock, explodindo em refrão não menos que memorável.
E daí, quando você pensa que vai ter um tempo para respirar, segue sendo bombardeado por uma leva impressionante de boas composições. A influência do In Flames dos primeiros anos pode ser sentida, mais uma vez, em “No Way to Heal”, música que mostra que Heafy e companhia andaram ouvindo muito discos como Colony (1999) e Clayman (2000). Já “At the End of This War” inicia com um trecho acústico, desenvolvendo-se em uma sonoridade que mescla a sidentidade própria da banda a algo que vai em uma linha semelhante ao último álbum do Machine Head, o fenomenal Unto the Locust (2012).
O bom gosto que o Trivium apresenta em Vengeance Falls, indo de melodias bem pensadas a arranjos muito bem construídos, fica evidente em faixas como “Villainy Trives”, cujas camadas vão se desdobrando sobre o ouvinte até desembocarem em um dos mais fortes refrões do álbum.
Com riffs fortes e entrelaçando-se de maneira afiada, as guitarras de Heafy e Corey Beaulieu estão entre as qualidades mais evidentes do trabalho. A dupla formada pelo baixista Paolo Gregoletto e pelo baterista Nick Augusto (que estrou no álbum anterior) também se destaca, com uma performance dinâmica e uma interação acima de qualquer suspeita. Aliás, Gregoletto até um solo de baixo entrega em “Inicineration: The Broken World”.
No entanto, o protagonismo do Trivium segue todo com Matt Heafy. O líder, vocalista e guitarrista segue impressionando. Fazendo uma comparação com o universo dos super-heróis, Heafy está no auge dos seus poderes. Cantando muito, variando com precisão seu timbre limpo com trechos guturais, é o responsável principal por colocar o Trivium em um nível superior ocupado por pouquíssimas bandas no metal atual. O crescimento que o grupo apresentou em toda a sua carreira, o pulo evolutivo que a banda deu em todos os seus discos, principalmente nos dois últimos trabalhos, faz os ouvidos e o coração de quem aprecia e estuda o metal pulsarem de alegria. Ao lado de outros nomes que apresentaram discos magníficos nos últimos anos - coloque aí bandas como Machine Head, Mastodon, Lamb of God, Gojira, Opeth e mais alguns poucos nomes -, o Trivium vai escrevendo a sua história com cores cada vez mais fortes e sólidas, história essa que, a julgar por tudo o que foi feito até agora, caminha para apenas um destino: a consolidação da banda como uma das mais sólidas e criativas formações do heavy metal contemporâneo.
Vengeance Falls é um dos melhores discos do Trivium, o que o coloca, com folga, também na lista dos melhores lançamentos do ano. Sólido e consistente, mostra uma banda faminta e feroz, muito distante do metalcore que a revelou ao mundo, nos brindando com uma música complexa, agressiva e atual, escalando com velocidade a estrada que leva ao topo da hierarquia do metal.
Excelente, mais uma vez!
Nota 9
Faixas:
1 Brave This Storm
2 Vengeance Falls
3 Strife
4 No Way to Heal
5 To Believe
6 At the End of This War
7 Through Blood and Dirt and Bone
8 Villainy Thrives
9 Incineration: The Broken World
10 Wake (The End is Nigh)
Resenha - Vengeance Falls - Trivium (lado crítica)

O texto representa a opinião do autor, não do Trivium-Brasil ou de seus editores.
Logo após esse começo interessante o grupo já se mostrou não ser acomodado, lançando "The Crusade" (2006), um álbum thrash metal, saindo do metalcore simples e com Matt fazendo timbres bem parecidos com os de James Hetfield (METALLICA).Em 2008 Trivium atinge seu ápice criativo com o ótimo "Shogun", mostrando uma banda madura, flertando com outros estilos e melodias complexas. "In Waves" de 2011 é lançado, o mesmo tinha uma atmosfera que remetia ao início metalcore da banda com músicas mais diretas, porem com solos excelentes.
E chegamos ao assunto dessa resenha, "Vengeance Falls", produzido por David Draiman (Vocal - Disturbed), e lançado pelo selo Roadrunner. Sinto em dizer, mas, o mesmo traz um Trivium apático sem aquelas mudanças de ritmos mostradas em "Shogun" ou sem a fúria mostrada em "In Waves" ou aquele metalcore típico apresentado no começo da carreira, o que ouvimos aqui é uma tentativa de volta às origens porém sem sucesso.
Não que o álbum não apresente ótimas músicas, existem algumas interessantes que remetem ao Trivium antigo, como a faixa titulo, "No Way To Heal" com o melhor refrão do álbum, "Incineration: The Broken World", com seus solos de baixo (os últimos foram apresentados em "Shogun", e um Matt Heafy realmente se sentindo a vontade nos vocais, chegando a fazer barítonos em "Wake(The End Is Nigh)", e fazendo linhas vocais diferentes e ótimas na maioria das músicas.
Mas, o restante do trabalho se apresenta monótomo, repetitivo e como já disse com um metalcore muito simples, alem de solos um tanto quanto pouco inspirados.
O álbum ainda vem com 3 faixas bônus, sendo que uma delas é o cover da música "Skulls...We Are 138" do MISFITS.
Ou seja, não que o disco seja ruim no todo, é até um bom lançamento, mas se tratando de Trivium, está muito aquém do que o grupo já nos apresentou.
Trivium:
Matt Heafy – Vocal, Guitarra
Corey Beaulieu – Backing Vocal, Guitarra
Paolo Gregoletto – Baixo, Backing Vocal
Nick Augusto – Bateria
Trivium - Vengeance Falls
1."Brave This Storm" 4:29
2."Vengeance Falls" 4:13
3."Strife" 4:30
4."No Way to Heal" 4:05
5."To Believe" 4:32
6."At the End of This War" 4:47
7."Through Blood and Dirt and Bone" 4:26
8."Villainy Thrives" 4:54
9."Incineration: The Broken World" 5:52
10."Wake (The End is Nigh)" 6:00
Deluxe edition bonus tracks
11."No Hope For the Human Race" 3:59
12."As I Am Exploding" 5:51
13."Skulls...We Are 138 (Misfits cover)" 3:31
Fonte:
Marcos Renan
[Resenha] Trivium e Dragonforce - Via Marquês - São Paulo/SP
Em um sábado no qual a cidade estava lotada com shows agradando o público de vários estilos do heavy metal, os americanos do Trivium fizeram um dos shows mais intensos e esperados do ano. Acompanhados pelo Dragonforce, a banda tocou pela primeira vez na America do Sul e ao Brasil, na turnê de seu mais recente trabalho,In Waves, lançado no ano passado.
